Rogério Costa Pereira @ 00:13

Dom, 30/05/10

Penha Garcia, subida ao Castelo

Dia-sim, dia-sim, vou além da minha taprobana, a mesma que decidi ser a vossa – e o mínimo que vos exijo. Quem se devia do meu virtuoso pensar, reconhecido por sondagens à boca-de-urna, leva com a guilhotina que cai de forma selecta do meu mui douto umbigo. Pára!, devias ter vergonha dessa letra, dessa maiúscula, desse ponto que puseste final [.], quando todos os pensantes (eu) o sabem ponto e vírgula [;]. Faço provedoria take-away porque sou boa pessoa e me envergonha o vosso existir (a notório meio-metro do meu) – doses e meias-doses, para quem queira saber tudo ou apenas metade. Sou o remédio óbvio e necessário ao mundo que se desvia do trilho que me dei ao trabalho de (vos) traçar. Nunca erro e quando me engano logo integro o desacerto no livro de estilo do meu pensar – como se sempre lá tivesse estado. Se tropeço numa pedra, foi a pedra que tropeçou em mim. De longe em longe, penso que talvez tenha mal traçado, mas o orgulho do Adamastor que me faz (ou eu a ele) impede-me de deixar avançar além o ser ralé – ou aquém, depende da perspectiva. Sou o Houaiss universal. Certo que nem cebola suíça, digo: quem não vai por mim, não está cá bem (no mundo). Existo para além da montra, assim mo digo. Quando acordo, ouço a voz iluminada e trovejante que me impele: além, escolhido, além. Pastoreia-os!, és a luz!

 

“Quando alguém diz que já sabe, eu já tenho uma imensa discordância em potência”, Christopher Hitchens, "Pessoal... e Transmissível"



... partiu o espelho.