Rogério Costa Pereira @ 23:12

Ter, 17/01/12

"Os acontecimentos podem passar do impossível ao inevitável sem pararem no provável", Tocqueville.
Assim como aqui chegámos, daqui sairemos. Da noite para o dia, é assim que tudo é. "É" de ser; "É" de acontecer. Agora não é, agora já é. Como que num piscar-de-olhos. Vivo, Morto; Oprimido, Opressor; Morto, Vivo. Santo-e-Senha e passa-se da Situação à Revolução. Sem parar no provável mas passando por lá, esse sítio essencial à passagem mas onde não se passa da cepa torta.
Ela, a impossível, há-de passar sem parar; inevitável. Como sempre tem passado, que o mundo roda como sempre rodou. Embora para nós, enfiados neste pode-ser-ou-não-ser -- no provável, pois -- nos possa parecer impossível. Não é! Nunca o foi, não ia começar agora. 
Mas não é como o vento, há que soprar.
Soprar.



... partiu o espelho.