Rogério Costa Pereira @ 14:42

Sab, 21/01/12

Presidente da República,

Custa-me muito ver alguém passar tamanha necessidade. Nem sei o que seria de mim com tão parcos rendimentos. Por isso, e porque não quero ver o Presidente da República dar entrevistas onde escarra na cara e na sopa aguada de 99% dos portugueses, onde me incluo, que lutam para se aguentar e aos seus e aguentar o que resta de Portugal, apesar dos esforços do actual governo em dar cabo da economia, e apesar da superior responsabilidade do governo encabeçado pelo Presidente da República na factura que ora nos apresentam (ninguém dá nada a ninguém), por certo o principal responsável pelo não-uso/esbanjamento dos fundos comunitários nas décadas de 80 e 90, que permitiu que os boches desertificassem a indústria e a agricultura e a força dos portugueses, convencendo estes do que não era, permitindo ainda e incentivando por acção, omissão e falta de regulação a política do caga-no-tractor-compra-mazé-um-jipe, e não percebendo ele próprio, você, Presidente da República, o que era evidente até às lágrimas, por isso tudo, Presidente da República, apesar disso tudo, Presidente da República, e porque não quero que me envergonhe ainda mais e ao meu país, abri aqui em casa a discussão do dízimo-ao-Presidente da República

Falámos bastante, fizemos contas, corta daqui, estreita dali e, Presidente da República, lamento dizer-lhe que não vamos mesmo conseguir ajudá-lo nesse seu momento difícil. É que, sabe?, o que ganhamos mal dá para as despesas. Mal dá, mas vai dando... Trabalho cada vez mais, ganho cada vez menos, sabe? Como a economia real morre e o país se desertifica, E O INTERIOR, SENHOR PRESIDENTE...nem falemos disso, DO INTERIOR (nem sei porque puxou o tema)..., como tenho um filho para criar e uma casa para pagar (a única dívida que tenho, aliás), como este governo me corta uma perna por dia, Presidente da República, o meu tostão compra cada vez menos pão, por esses somenos todos não vamos poder contribuir para que o Presidente da República viva acima das suas possibilidades. Lamento muito, lamento mesmo, porque as suas necessidades publicitadas me envergonham, mas prometa-me que fecha essa matraca em público e pára de gozar com o pagode. Não lhe chega para as necessidades? Sem filhos para criar, imagino que se endividou em demasia, como fez a Portugal quando o desgovernou.
Olhe, Presidente da República, a continuar com esses ditos é melhor mas é ir bardamerda. Ganhe vergonha na cara. Ou, em não podendo, enfie-se dentro dum saco e mande-se ao mar mais às suas despesas de velho mimado. Faça o que quiser, mas pare de gozar com o zé-povinho. Fique-se pela sua conta do Facebook. Cale-se!

Quanto ao resto, e como dizem os seus amigos de Orçamento, "abandone essa zona de conforto". Governe-se! Se necessário for, demita-se! 



... partiu o espelho.