Rogério Costa Pereira @ 13:04

Qui, 18/08/11

Adianto um pequeno comentário, que maiores reflexões ficarão para depois. Nasci no concelho do Fundão, vivo no concelho do Fundão, leio a notícia no Jornal do Fundão. Não há troika nenhuma e não há yes man nenhum em forma de PM que mudarão o que quer que seja -- mesmo porque os milhões daquela não vêm cá parar, e até os da CEE e, depois, os da UE, pouco por cá se viram (se comparado, em proporção, com o que aconteceu por esse litoral acima e abaixo). Não pagarei -- muito menos desta forma -- os cheques carecas de Lisboa (nem as dívidas do Município do Fundão, a propósito). Acabar com o município do Fundão, para além de ser uma imoralidade, é mais uma machadada no Interior. O Fundão integrado na Covilhã é algo de tão praticável como, sem querer beliscar a grandeza da Covilhã (bem pelo contrário), meter o Rossio na Betesga (o inverso, integrar a Covilhã no Fundão, seria a mesma coisa). É péssimo para o Fundão e mau para a Covilhã. Ficamos todos a perder. E Portugal também. Lisboa e os habitantes de troika, esse planeta distante, não devem confundir os municípios e freguesias a martelo que pululam no Litoral (e também no Interior) com casos como os do Fundão. E não, não é por aqui ter nascido que o digo. É uma manifesta evidência, uma realidade intemporal. Basta dar cá um salto para perceber isso. Habitantes de Troika, vinde em paz e vos explicaremos as coisas como elas são (garanto que não daremos uso ao pelourinho). Explicaremos, por exemplo, que uma daquelas freguesias de Lisboa (uma qualquer) que se manterá como tal, não vale a troca-por-troca com que nos ameaçam (bem sei que muito passa por aí). Por agora é só, que isto exige maior ponderação e melhor trato na argumentação.



... partiu o espelho.