Rogério Costa Pereira @ 10:36

Qui, 08/09/11

Se fizer parte do Grande Plano da Troika e da...que...le...se...nhor...que...fa...la...ti...po...xa...nax... mudar-nos os nomes para algo mais perto do imenso e eterno e mui racional e sempre igual branco, se isso for bom para o negócio do défice ou para a depressão que vem ou não se vem ou para o superavit da ansiedade que esta imensa ficção exige ou para os mercados poderem voltar a nós ou nós a eles, se for mesmo importante para reduzir o que tem de ser aumentado e aumentar o que tem de ser reduzido, se algo como o Imposto Sobre o Apelido e o Nome Próprio estiver a ser cogitado pelas grandes mentes da pulp-fiction dos anos 50, eu candidato-me já à graça em título -- pagando a taxa devida, pois claro. Às escondidas, vou pedir aos meus amigos escondidos que, às escondidas, me tratem por Artoo-Detoo, com maiúsculas e tudo. Sempre é melhor que nada. Isto até que um deles me denuncie, pois está claro, que a vida não está fácil e os fatos-de-treino brancos andam pela hora da morte. 
Não, não brinco com coisas sérias. Não gosto é de ver a minha inteligência e o meu trabalho e os meus destinos insultados a cada dia, a cada hora. A cada respirar do senhor que prefere dar aulas de pé, como que para melhor nos hipnotizar. Dum lado para o outro, poing-ping, como num jogo de ténis falado em slow-motion. Não me convencem que isto é que é, que assim é que tem de ser. Porque, assim como as há jurídicas, esta é uma imensa ficção. Ainda não tive foi paciência para a (des)qualificar, mas nada disto existe, nada disto é fado, tudo isto não passa duma teia cuja aranha se esqueceu que fios não pode pisar. Estamos enrolados numa imensa e perigosa e insinuante canção de embalar, convencidos (persuadidos) que o monstro está debaixo da cama. Se calhar, acabo de publicar isto e entram-me aqui um senhores de metralhadora, por este tribunal onde perco mais uns passos. E levam-me. E apagam-me das fotos. E enchem-me a família de comprimidos que a fará acreditar que aquele outro sou eu. De que mais querem convencer-me? Sou todo vosso! É fartar, vilanagem!
Bem, agora tenho quase de ir. Estão ali a chamar-me. E ainda pelo meu nome antigo, há que aproveitar. Não vou poder rever isto. Ora aí vai... Se eu não escrever mais nada até ao fim-de-semana, não chamem a polícia. Continuemos a fazer de mortos. É capaz de ser mais saudável. E estas camisas que nos puseram, com estas mangas esquisitas e assim compridas, como se fosse só uma, são bem giras. Fazem lembrar os tempos do bibe infantil.



... partiu o espelho.