Rogério Costa Pereira @ 11:11

Qua, 05/10/11

 

E, a esse propósito, escrevi um post. A seguir, e depois de o ler, apaguei-o. Dizia da República de Guerra Junqueiro e de Antero de Quental. Não tecia loas ao Manuel Buíça, sinistra figura. De seguida, apagado o post, pensei numa ode, num singelo poema, ao menos. Algo me atentou, porém, na elaboração de tudo isto, algo me levou a não publicar o que tinha escrito e a não ousar espreguiçar-me numa celebração de circunstância. Essa coisa em nada contradiz a minha dedicação e a minha crença na República − nem sequer entendo o conceito de monarquia, o "eu sou porque sou (teu filho)". Serei um básico. Em suma, tropecei numa fava. E mais adiante não fui. Não pude. É uma questão de pele; é uma questão muito minha e muito cá com o meu feitio. Em 2011, portanto, celebro a República de uma forma diferente. A alternativa seria insultar a má-fortuna que nos (me) calhou nas urnas. E, por contraditório que pareça, também por estas areias atrevidas a amo e faço dela a minha escolha, à Republica. Podia celebrar a República falando de Mário Soares, de Jorge Sampaio. Porém, ¡viva o paradoxo!, opto por exaltá-la não falando de quem ora a ela preside (vejo nesta fava um brinde). Em suma, e hoje por hoje, assim a celebro. À República. Tão perfeita, tão perfeita, que permite o presidente que hoje temos. Contradigo-me? Faço ainda pior, assim sendo. Mais vale a fava circunstancial do que o bolo-rei estrutural.



... partiu o espelho.