Rogério Costa Pereira @ 08:30

Dom, 08/05/11

Vejo que Obama organizou uma festa para comemorar o assassinato de um homem. Era um monstro, o homem. Matou milhares de pessoas, o monstro; e temo que a sua martirização venha a provocar muitos mais. Se tivesse oportunidade de estrangular o monstro-homem com as minhas próprias mãos, fá-lo-ia sem hesitar. Mas não comemoraria, ficaria apenas feliz, no recato sem alma a que se deve remeter quem mata. Como já disse algures lá para baixo, a comemoração da morte do monstro aproxima-nos do fundamentalismo do homem cuja morte se comemora. Hoje, dei por mim a questionar-me sobre o que faria Bush no lugar de Obama. Concluí que deitaria os mesmos foguetes das canas que Obama agora apanha com regozijo. Bem sei que as eleições estão ao virar da esquina, mas sei ainda melhor que o homem que eu julgava ser Obama não nos serviria a cabeça do monstro numa bandeja de pirite. Valesse isso o que valesse. Este post está mal intitulado; o desencanto escreve-se ingenuidade. A minha.



... partiu o espelho.